quinta-feira, 11 de julho de 2013

Anúncio de emprego

Vaga de [insira aqui o cargo]

Empresa de [insira aqui o tamanho] porte contrata profissional para a vaga de [insira aqui o mesmo cargo do título]
Formação em [insira algo diferente de engenharia, administração ou direito aqui, por favor!]
É importante que o profissional tenha experiência comprovada na área. Pós-graduação latu ou stritu senso  –melhor que tenha ambas!- requerida.
Boa redação e conhecimentos da nova rebor..., digo, regra ortográfica.
Conhecimentos avançados de inglês, espanhol, mandarim, alemão e russo. Uma sexta língua será um diferencial.
É importante também que o profissional tenha conhecimentos sólidos em Illustrator, Corel draw, assobiar e chupar cana, open e close Office, Trados, Indesign, fazer café, chá e cupcakes, Photoshop e Acrobat pro.
Pede-se também que o candidato seja proativo, sociável, paciente- praticamente Dalai Lama- persistente e que goste de correr riscos.
Disponibilidade para viagens, para residir na Conchinchina e carteira de habilitação para carro, moto, caminhonetes, caminhões cegonha, treminhões e brevê são diferenciais.
Benefícios: salário compatível com o mercado [insira sua interjeição de discordância ou palavrão aqui], vale alimentação, aumento da sua autoestima nos primeiros meses (e somente neles), vale transporte, diminuição da cobrança alheia, plano de saúde, diminuição ou mascaramento de horas gastas no facebook, cursos de aperfeiçoamento.
Candidatos que preencham todos os requisitos acima, favor enviar currículo, portifólio, certidão de nascimento, foto com a aparência mais novela das oito possível e antecedentes criminais para [insira o e-mail aqui]




quinta-feira, 18 de abril de 2013

God pode até estar dead, ao contrário do Sabbath!



Uma bela noite, enquanto eu tentava dormir e meu irmão usava o velho PC, arrepiei-me quando ouvi os acordes tenebrosos daquela que viria a ser minha banda de cabeceira. Era Black Sabbath, faixa da banda de mesmo nome. Desde aquele tempo, nos meus idos 12 anos, essa mistura de medo e êxtase fez com que eu mergulhasse, para nunca mais sair, dentro do universo visceral do heavy metal. Creio que comecei bem até demais.
E, para minha surpresa, treze longos anos depois dessa história e mais de trinta e cinco anos após o último CD com a banda original, surge 13, o novo álbum desses que são meus ídolos desde a mais tenra idade.
Emocionada estou, de fato, pois, guardada as devidas proporções, que aqui passam por um câncer, milhões de drogas e a perda do alcance da voz do vocalista e a palhaçada de tirar o baterista original e chamar o disco de reunião -sou fã, não retardada-, tem o mesmo mix de pânico e êxtase daquela primeira faixa.
O ousado single saído hoje, se muito não me engano, já começa dizendo a que veio: "God is dead?", um single com 9 minutos, não é ousadia para qualquer um. Tony não decepciona com o bom, velho e efetivo riff pesado, revisitando clássicos da banda como "Holly in the sky", muito menos com o resto da linha de guitarra da música, que soa e ressoa o puro Sabbath. Butler, se não sabia decidir entre um lanche ou um suco no intervalo das gravações, com o baixo tem certeza do que faz e a linha desse instrumento nesta música é genial e, com a guitarra de Iommi forma um par sensacional. O baterista não deixa a desejar, mesmo não sendo o Bill, if you know what I mean. Bill Ward fará falta para mim sim, não só por causa da reunião sem ele não ser propriamente uma reunião, mas por saber que não terei a chance de ver e ouvir ao vivo "It´s allright" e outros sons cantados por ele e também por ser ele quem é: membro fundador da banda e, como tal, um ser extremamente importante para a história da banda e do heavy metal.
E o que dizer de Ozzy Osbourne, meu amado vocalista? Bom, ele sempre será meu ídolo master, devo confessar, mas a real é que ele não tem mais a voz que tinha antes, devido aos abusos de drogas feitos durante toda sua vida e, se esse Cd teve auxílio de alguma tecnologia avançada para melhorar o som dos caras, o que eu duvido um pouco, com certeza a maior parte foi para o vocal. Isso porém, não diminui, mas nem um pouco, o efeito que Osbourne causa quando começa a cantar.
Em resumo, o que posso dizer de "God is dead?" é: matador, como o velho Black Sabbath foi. Nem vi passarem 9 minutos!

Ouça aqui e comente o que achou (desconsidere a moça atrapalhando o anda da carroagem no meio da música).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

FUCKING JESUS.... EMBURRECI!
Não consigo escrever um ensaio autoral. Consigo escrever artigos, redações, o que chamo de poeminhas, historietas, contos e um monte de besteiras, mas não consigo escrever um artigo autoral. Escrevo textos sérios e engraçados, mas não um artigo autoral. Talvez porque ele seja um texto de intermédio, nem um, nem outro. Talvez por que eu não saiba o que é um ensaio autoral, na verdade e em essência. Talvez poque eu não tenha opinião formada sobre tudo e não possa sair por aí escrevendo umas sete páginas a torto e a direito. 
Vale dizer "eu acho que"? Vale falar de mim como "nós"? Vale dizer "eu acho isso, baseado no que li a respeito"? Vale dizer "Cala a boca e me leia que eu sei do que estou falando! Li trocentos textos"? 
Coloquei todas as ideias no papel e, quando vi, já estava artigo. Tentei fazer virar uma de minhas historietas e nada. Era artigo e pronto! Sério demais, derramou. Transbordar não é lá coisa muito legal, já diriam minha vó, meu pai, meus amigos, professores e a banha por cima das minhas calças.
Fiquei dias lidando com aquilo e nada. Escreve muito e não diz nada. Está repetindo. Prolixa, prolixa, prolixa! Escreve muito e não diz nada. Está repetindo. Prolixa! 
Talvez eu não saiba exatamente o está acontecendo. Coloquei todas as ideias no papel. Coloquei, juro!  
FUCKING JESUS.... EMBURRECI!


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Die Welle





A autocracia não é possível nos dias de hoje?
Essa pergunta chave é que desencadeia os acontecimentos – e posteriores consequências- de um dos filmes mais surpreendentes a que assisti. Die Welle (A onda) não é lá um filme tão novo, mas –agora sei que infelizmente- ainda não tinha visto.
Nesse filme, Reiner é um professor que é obrigado a dar uma disciplina com a qual não compactua, anarquista que é: a autocracia. Ele tenta trocar de disciplina com um professor mais rígido, mas esse não concorda. Que fazer? Dar a disciplina do modo mais eficaz e competente possível.
 A aula começa com uma troca de perguntas bastante comum, do tipo “O que é para você autocracia?”, a que os alunos respondem da maneira a que estão acostumados: informalmente.
Até aí, nada de mais, exceto pela pergunta que desencadeia tudo e que começa esse texto. É por meio dela que o professor tem a ideia de fazer com que os alunos “sentissem na pele” o que é estar em um regime autoritário. Um grande experiência, não?
Dia após dia, as bases desse tipo de regime vão sendo inseridas: o líder, o uniforme, as ordens e preceitos, o símbolo, o nome, a manipulação. Interessante é notar que as ideias saem da própria cabeça dos alunos, que são incapazes de notar o tamanho da manipulação a que estão sendo submetidos com assustadora rapidez. Uma semana e o regime já está plenamente instalado e aceito pelo grupo, que tenta impô-lo não só aos alunos da escola, como à sociedade, por meio de páginas na internet, de adesivos e pichações espalhadas pelas ruas.
O desfecho da história é surpreendente e faz com que se comece a pensar na força que manipulação tem, na facilidade –em termos- que é controlar pessoas em alguma fase de desconforto (Na Alemanha real, era a destruição do país, sua economia e sociedade. No filme, são os conflitos familiares, entre amigos, entre gostos, a falta de pertencimento a uma comunidade e a falta de uma ideologia comum).
Interessante aqui –puxando a sardinha mais para o meu lado, apesar de eu odiar peixe =P- é notar o papel do professor, que tanto pode guiar seu aluno para o “caminho do bem”, como pode inseri-lo em ideologias que já não são aceitas [um dia foram?] e consideradas um passado a não se orgulhar. E, nesse caso, esse papel não só saiu do controle, como foi muito mais além disso.