terça-feira, 21 de agosto de 2012
O efeito batom*
Pesquisa de antropóloga americana mostra que, em tempos de crise, gasta-se mais com produtos de embelezamento. Motivo? As mulheres querem atrair e seduzir homens com estabilidade financeira.
Run to the hills.... run for your lives... Mas não se esqueça: a corrida leva, em 80% dos casos, a lesões por impacto em pessoas acima do peso.
* Os dados foram retirados do suplemento Folha Equilíbrio, veiculado todas as terças-feiras pelo jornal Folha de São Paulo, com algumas alterações.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A indesejada das visitas
À minha doença e seu remédio eficaz.
-Olá. -disse eu com o sorriso amarelo falso de toda vez que ela aparecia.
-Olá! -disse ela com aquela voz de supra soprano com IMC 36,5 que só ela tinha.
- Lembrara-se do interior?- perguntei eu, convidando-a para entrar, com uma vontade de concluir a frase com um "pensei que você tinha esquecido daqui e de mim para sempre e quase comemorei por dias ininterruptos"
-Jamais!
Eneida Xavier Queirós de Camargo era uma mulher tão irritante e difícil de aguentar quando o seu nome pomposo e grande. Tudo nela me irritava, pois era um exagero só: Todos os tamborilar de dedos sobre uma superfície de madeira eram sons altos, as luzes eram extremamente luminosas, o falar doía aos ouvidos de tão estridente e tudo era uma dificuldade e morosidade de fazer inveja a qualquer lesma. Mas eu acho que o que me irritava mais é que tudo isso era muito contagiante e era só ela chegar para as coisas ficarem exatamente do jeito dela.
A única coisa que posso dizer que era boa em sua visita era quando ela ia embora. Primeiro porque ela ia embora. Segundo, porque seu marido, Cesar Fabrício Linz de Camargo, vinha sempre buscá-la. Ele era um senhor estranhamente agradável- um contrabalanço interessantíssimo. Seu nome era igualmente pomposo e difícil de aguentar, mas era só. Suas conversas sobre solidão, silêncio e escuridão eram um encanto, embora eu não pensasse a respeito com frequência. Um acalento por suportar sua mulher enquanto ele dela descansava...
quarta-feira, 25 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Tecendo [sacou, sacou?] brevíssimos comentários sobre o novo Spiderman
Não sou o tipo de nerd que sabe histórias em quadrinhos de cor [acho uma dádiva ler, discutir AND fazer cosplays, mas eu não tenho lá muita informação sobre/paciência] e nem sei de onde isso veio, mas ando assistindo a muitos filmes de super-heróis.
Obviamente, o último foi O Espetacular Homem Aranha: um título presunçoso, diria eu - e o colunista chato que li ante de ver o filme-, mas que atiçou minha curiosidade.
Depois de me aventurar na terra da garota, sem lenço, documento, bilhete único AND guarda-chuva, cheguei a cinema. Antes li a supracitada "coluna do chato" e uma outra de um ser bonzinho -deve ser parente da tia da Literatura, pois achou tudo lindo. Não lembro exatamente o que diziam ambas, mas a segunda me deixou menos lembranças do que a primeira. Dizia ela que o filme era extremamente emocional [It´s the old mamão com açúcar], quase psicologia barata, pois era tudo, mas tudo mesmo interligado [o também velho trinômio causa-consequência-explicação, não necessariamente nessa ordem] e que o vilão não convencia.
De fato todos os argumentos são, para mim, válidos: o filme tem muitas cenas extremamente chocantes e que me fizeram encher os olhos de lágrimas (para quem me conhece enquanto telespectadora, deveras surpreendente).
A estruturação do filme em causa-consequência-explicação realmente é fastidiosa, mas não diria que é exagerada, pois nada nesse filme, com base no olhar leigo que para ele poderia dar, o é.
O vilão realmente não convence e é, por vezes risível [QUE VONTADE DE DESCREVER UMA CENA SPOILLER.... ME SEGUREM!], mas é verossímil, bem como as teias de aranha do nosso herói, que agora fazem muito mais sentido do que antes. Sem contar que, que.... seu final é uma surpresa só.
Porém, nem só de reclamação vivem os críticos [e eu =D]. Há que se destacar o importante papel do diálogo no filme [uma fofura quando se trata de Gwen e do nosso herói] e o bom uso de uma das minhas figuras de linguagem favoritas: a ironia: há cenas em que eles dão um viés totalmente cômico ao filme. Sim, você pode -e bastante- rir bastante nesse filme.
A trilha sonora, embora composta por poucas músicas -3 ou 4, na verdade- e embora não sendo músicas que me fizessem cantar no meio do cinema [pobre Alice!], também exerce um papel muito importante dentro da trama: ela é responsável por dar liga às cenas, clareando seu viés ora cômico, ora emocional.
A fotografia também é um caso à parte: muitas delas tem uma beleza incrível, são mesmo excelente e te deixam cada vez mais dentro do filme [ou seria a versão em 3D?] quem, aliás, é difícil de deixar de lado [Oi, eu saí praticamente expulsa do cinema, de boca aberta, quase correndo para escrever isso numa mesinha da café. Oi, sou normal... eu acho!].
Outra coisa que me surpreendeu foi o papel da mocinha [nem sei se vale por isso aqui.], que de mocinha não tem nada. Achei a Gwen muito mais independente, participativa e decidida do que os outros pares românticos de super-heróis que já vi: ela não fica esperando ser salva por ele, embora saiba que pode contar com isso, e mesmo ajuda bastante na resolução do problema. AMEI.
Título presunçoso? Não para mim!
ps: Escrever um texto sobre um filme sendo leigo já é ruim, mas tentar não contar spoillers é ainda pior.
psII: Se puder, assista ao filme em 3D. No começo você achará que não valeu a pena, mas vai mudar de ideia razoavelmente rápido.
psIII: Se você ainda não se acostumou a ficar até o final dos créditos dentro da sala em filmes de super-heróis, fique desta vez! Tem ceninha depois =D
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